A importância das cores

 

Artigo escrito para a coluna “Mercado Imobiliário”, sob responsabilidade do Engenheiro e Advogado Francisco Maia Neto, publicada quinzenalmente no jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte-MG

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As cores são elementos presentes em nossa vida de diversas formas,  aparecendo nas roupas, nos ambientes, na alimentação, e em tantas outras coisas, como, por exemplo, no tratamento de doenças, pois cada uma tem uma vibração que afeta o corpo e a mente, ativando as glândulas humanas e as funções orgânicas, fortalecendo o sistema imunológico.

Registros históricos indicam que as cores começaram a ser utilizadas por nossos primeiros ancestrais para atrair a caça, passando ao longo dos anos a ter maior papel nas culturas e religiões, como na Índia e China, cuja aplicação se dá em forma de energias, ou no Ocidente, onde as religiões utilizaram coloração das roupas para definir hierarquias cristãs.  

O mais antigo estudioso das cores foi o filósofo grego Aristóteles, que as incluíam dentre as propriedades dos objetos, teoria contestada por da Vinci, que afirmava serem propriedades da luz, mas foi o físico inglês Isaac Newton que apresentou os experimentos que revolucionaram os conceitos sobre a luz e as cores.

Posteriormente os conceitos teóricos foram aplicados e os estudos voltaram-se para os aspectos psicológicos, não só para a capacidade de ser vista, mas também pela emoção que provoca e na simbologia e capacidade de construir uma idéia.

A correta utilização das cores é um importante aliado para o equilíbrio dos ambientes e daqueles que os habitam, sendo gerador de bem estar, o que eleva a auto-estima e reduz o stress, além de facilitar a comunicação e aumentar a produtividade, eliminando ansiedade, angústia e depressão.

Do ponto de vista físico, as cores podem influenciar no tamanho e formato dos cômodos, onde as cores ditas “quentes” (como o vermelho e o amarelo) aumentam os objetos e as “frias” (como azul e o verde) reduzem as dimensões aparentes dos objetos.

As cores influenciam até mesmo na percepção do tempo, uma vez que estudos comprovam que em ambientes com cores “quentes” as pessoas subestimaram a passagem do tempo, ocorrendo o contrário com aquelas posicionadas em ambientes com cores “frias”, enquanto a audição é afetada por sons altos, que tornam as cores verdes mais sensíveis que as vermelhas aos olhos.

Se analisarmos os sentidos das cores quanto ao seu significado, podemos interpretar, de uma maneira geral que o vermelho, que representa o fogo, tem maior utilidade no quarto de casal e na cozinha, o verde e o azul, que possuem tendência de refrescar e acalmar, se adequam à sala de estar e nos quartos cujos moradores sofrem com insônia e stress, embora seu uso em excesso pode levar à depressão, especialmente nos tons escuros.

Já o amarelo atua no sistema nervoso, o que aumenta a vitalidade, melhorando a memória e o humor, sendo adequado em ambientes corporativos, embora seu uso em excesso pode gerar irritabilidade, enquanto o violeta se mostra propício à meditação, não sendo recomendado em grandes áreas.

Por essas razões, tendo em vista a importância desse elemento, é recomendado a encomenda de um projeto com aplicação da cromoterapia, feito por um profissional especializado, que irá prospectar cada ambiente, indicando as cores adequadas para obtenção das metas pretendidas.

 

 

 

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