Construções em bambu

 

Artigo escrito para a coluna “Mercado Imobiliário”, sob responsabilidade do Engenheiro e Advogado Francisco Maia Neto, publicada quinzenalmente no jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte-MG

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Apesar de nosso país possuir uma das maiores reservas de bambu, a técnica construtiva que utiliza essa espécie vegetal ainda é muito pouco explorada no Brasil, embora comecem a surgir empresas que estão utilizando este material como matéria-prima para construção de residências.

Conhecido por sua resistência, o produto chega a baratear uma obra em 50%, além de se enquadrar no contexto de desenvolvimento sustentável, por resultar em uma habitação ecologicamente correta.

A utilização do bambu remonta, segundo especialistas, à origem da espécie, quando, na luta pela sobrevivência, saiu das estepes para instalar-se em cavernas, onde o ambiente era mais controlado. Quando faltou espaço, passou a utilizar materiais da natureza para construir seus abrigos, dentre estes o bambu, que é tubular, longo, resistente, flexível, fácil de transportar e manusear, além de ser mais leve que a maioria dos outros materiais fortes.

Os exemplos mais antigos da utilização do bambu na arquitetura encontram-se na Ásia, na construção de templos japoneses, chineses e indianos, cujo símbolo maior é o Taj Mahal, que teve sua abóbada em metal estruturada recentemente, que substitui a estrutura milenar em bambu.

Na China, encontram-se espetaculares construções de potes, com vãos enormes tencionados com cordas de bambu, enquanto na África existem muitas habitações populares também utilizando este material.

Enquanto na Índia e na China os produtos manufaturados em bambu movimentam US$ 7 bilhões, na América do Sul já possui um movimento neste sentido, especialmente na Colômbia e Equador, que adotaram o bambu na construção de casas populares, que sobreviveram a terremotos sem grandes danos.

Um exemplo no Brasil são as igrejas históricas, que resistem a centena de anos, muito embora seja um material desprestigiado devido à questões culturais, por ter uma relação próxima com o combate ao barbeiro, transmissor da doença de Chagas, cujas casas de pau-a-pique, edificadas precariamente, fizeram com que a técnica fosse abandonada.

Por aqui a utilização do bambu está iniciando, sendo utilizada precariamente em cervas e galinheiros, embora o tempo de construção de uma casa seja 50% menor que a convencional, possuindo longitudinalmente a resistência do aço.

Sendo devidamente tratado, possui resistência igual à qualquer outra madeira, sendo isolante térmico e pode entrar na armação das lajes dos edifícios, e, quando aplicado em paredes, combina com argamassas de diversos tipos.

Os defensores do uso do bambu na construção defendem a questão econômica como o grande diferencial, por apresentar um custo por metro quadrado da obra acabada cerca de 50% do custo convencional da construção civil, obtida em cerca de 3 mil metros quadrados desde 1999, além de garantirem ser tão resistentes quanto as construções em alvenaria.  

 

 

 

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